De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Sul apontou o menor crescimento populacional do país entre 2025 e 2026. Enquanto o Brasil teve alta de 0,37% no número de habitantes, o Estado apresentou 0% de incremento. No entanto, isso não significa que o mercado não mudou. Embora não tenha crescido em número de pessoas, o Estado protagonizou transformações importantes relacionadas à composição do público. Esse movimento influenciou diretamente as necessidades, os hábitos de consumo e as prioridades dos gaúchos, e, por consequência, as oportunidades para as marcas que desejam crescer no Estado.
Pluralidade regional
O Atlas Socioeconômico Rio Grande do Sul aponta que, em 2025, o Estado alcançou o maior número de empregos formais dos últimos dez anos. Já de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, o RS tem o terceiro maior rendimento domiciliar per capita do país. Mas mesmo com as pessoas alinhadas ao consumo, é importante conhecer os diferentes perfis que compõem esse público para se comunicar com relevância e gerar conexões reais. Embora as mesmas tradições tenham formado a identidade do povo, o gaúcho não é um só. Por isso, compreendê-lo envolve estudar desde dados demográficos até comportamentos de compra e sua relação com os meios de comunicação.
O último Censo do IBGE destaca, por exemplo, que o RS apresenta a maior média de idade do país (38,1 anos), enquanto 18% da população tem 60 anos ou mais. Assim como o baixo crescimento no número de habitantes no último ano, esse dado evidencia o avanço do envelhecimento populacional no Estado.
Para se ter uma ideia, o público 60+ já movimenta R$ 2 trilhões na economia nacional, segundo estudo da consultoria Data8. Cenário que deve colocar a chamada economia prateada (conjunto de atividades, consumo, renda e impacto gerado pela população 50+) no radar de oportunidades de marcas dos mais variados segmentos, pois representa uma fatia crescente do PIB gaúcho. Hábitos e comportamentos de consumo podem mudar não apenas com a idade, mas também de acordo com a região. A capital Porto Alegre e a região metropolitana, por exemplo, concentram 37,3% da população. O resultado é um ambiente que engloba estilos de vida, classes sociais e perfis financeiros que variam de cidade para cidade.
Na Serra, por sua vez, a economia industrial, a cultura do campo e a forte conexão com a tradição dos imigrantes podem fazer com que o consumidor valorize ainda mais aspectos como confiança e apelo regional. Enquanto isso, no litoral, o público se divide entre local e de veraneio, variando de acordo com a temporada.
Como o consumidor gaúcho pesquisa?
Além da diversidade dos dados demográficos, o processo de descoberta de marcas e produtos está cada vez mais não linear e fragmentado. O estudo “A Nova Jornada de Compra: o consumo por geração no Brasil”, de Conversion e mLabs, destaca que, enquanto na Geração Z (16 a 28 anos) os algoritmos personalizados do Instagram e do TikTok substituem a busca ativa por produtos, os Millenials (29 a 44 anos) transitam entre diferentes canais, como Instagram e YouTube, sem abandonar plataformas estabelecidas, como o Google. Já a Geração X (45 a 60 anos) tem construído pontes sólidas entre os mundos analógico e digital, mas mantém o buscador do Google como principal aliado. Por fim, os Baby Boomers (61 a 79 anos) priorizam a eficiência em vez das novidades, por isso têm na busca orgânica um de seus canais favoritos de descoberta.
Como ele se informa e consome conteúdo?
O Painel TIC – Integridade da Informação 2025, do Cetic.br, apontou que 72% dos usuários brasileiros de internet se informam pelas redes sociais. Porém, as mídias tradicionais ainda têm grande relevância, em especial no Rio Grande do Sul.
A pesquisa apresentada pela Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT) mostrou que 88% dos gaúchos com 15 anos ou mais ouvem rádio regularmente. Já durante as enchentes que atingiram o Estado em 2024, a TV foi o meio de comunicação usado por 74% das pessoas para buscar informações confiáveis e atualizadas. Tais números atestam a força e a confiabilidade das mensagens transmitidas por esses veículos.
O ciclo fica completo quando o online une e potencializa o alcance desses universos na palma da mão do consumidor. A estratégia de livestream do Grupo RBS no YouTube, por exemplo, somou 26,3 horas de exibição e 137,7 milhões de visualizações entre janeiro e outubro de 2025. No mesmo ano, a audiência digital da Rádio Gaúcha cresceu cerca de 90%.
Tradição e know-how
Diante desse panorama, manter presença multimídia é um caminho inteligente para construir reconhecimento e relacionamento com públicos diversos. E diante da importância de entender o consumidor para saber exatamente onde e como se comunicar, contar com um parceiro estratégico tende a ser decisivo.
Com décadas de tradição gaúcha, o Grupo RBS dispõe de um ecossistema multiplataforma composto por TV, rádio, jornal, streaming, portais digitais e redes sociais. Por meio de um time de especialistas, transforma conhecimento regional em planos de mídia que conectam marcas às diferentes audiências do Rio Grande do Sul.
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