Tuesday, 8 de September de 2026

Seguros deixam status de precaução e passam a ser vistos como investimento

Organização financeira, longevidade, saúde e eventos climáticos recentes fomentam mercado de proteção de patrimônios e pessoas
Seguros deixam status de precaução e passam a ser vistos como investimento

Por muito tempo, a contratação de seguros esteve associada principalmente ao resguardo de bens como automóveis e a casa própria. Hoje, esse cenário passa por uma grande transformação, motivada por fatores socioeconômicos e ambientais que têm ampliado a percepção do brasileiro a respeito da importância da proteção e do planejamento financeiro.

Para Ronny Martins, gerente de produtos da Escola de Negócios e Seguros (ENS), as pessoas têm olhado para esse tipo de solução sob uma nova ótica:
– O seguro começa a ocupar um espaço que vai além da resposta a um imprevisto e passa a fazer parte de discussões sobre organização financeira, proteção patrimonial, longevidade e realização de projetos pessoais e familiares. As experiências recentes com crises econômicas, eventos climáticos, questões de saúde e um cenário de maior incerteza certamente contribuíram para essa mudança – diz.

Outro fator que corrobora o cenário é o aumento da expectativa de vida. Afinal, o avanço cada vez mais produtivo da idade amplia a necessidade do brasileiro de contar com soluções que o acompanhem desde a formação do patrimônio até a proteção familiar. Apenas no Rio Grande do Sul, por exemplo, o número de pessoas com 60 anos ou mais cresceu 50,3% em 12 anos. De acordo com o Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os idosos correspondem a mais de 20% da população local. Além disso, o Estado registrou a maior idade mediana do país: 38 anos – cinco a mais que em 2010.

Horizonte de oportunidades para o setor
Uma pesquisa realizada pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), em parceria com o Datafolha, apontou que oito em cada 10 pessoas se preocupam com o futuro. Em contrapartida, dificuldades para poupar e organizar as finanças ainda afastam parte da população de um planejamento estruturado. E é dessa lacuna entre preocupação e ação que surgem as oportunidades no setor de seguros.

– À medida que as pessoas compreendem melhor seus riscos e pensam mais no futuro, o espaço para que o seguro seja percebido como solução aumenta. Isso permite ao mercado avançar tanto com produtos tradicionais quanto com novas soluções de proteção. Inclusive para segmentos da população ainda pouco atendidos – afirma Martins.

No entanto, o gerente de produtos da ENS destaca que a atuação do setor não pode se limitar a oferecer apólices. É necessário educar o consumidor brasileiro a respeito das possibilidades de proteção, das especificidades do produto contratado e dos riscos aos quais ele e seu entorno (família e bens) estão expostos.

Os números do setor indicam que essa conversa já avançou. Ainda de acordo com a FenaPrevi, somente os prêmios de seguros de pessoas movimentaram R$ 78,8 bilhões em 2025, um crescimento de 8,3% sobre o ano anterior. Além disso, para 2026, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) projeta expansão de 5,7% para o mercado segurador como um todo, com arrecadação estimada em R$ 808 bilhões.

Imagem Grupo RBS

Entender o consumidor é fundamental nessa jornada
O consumidor brasileiro não é um só. Quando o assunto é seguros, particularidades geracionais, regionais e socioeconômicas são determinantes. Dessa maneira, Martins afirma que os maiores desafios para as seguradoras são entender que as demandas de proteção estão cada vez mais diversas e acompanhar essa diversidade.

– Um jovem que começa sua vida profissional pode ter uma percepção de risco e uma expectativa de relacionamento com o seguro completamente diferentes das de uma pessoa que está planejando sua aposentadoria ou protegendo o patrimônio da família. Sendo assim, não basta ampliar a oferta. É necessário conhecer melhor o consumidor, simplificar produtos e linguagem, melhorar a experiência e oferecer diferentes formas de contratação e relacionamento – explica o especialista da ENS.

Um mercado promissor exige presença e proximidade
Contratar um seguro é uma decisão que envolve compreensão, identificação e confiança. Por isso, a construção de um relacionamento entre seguradora e consumidor é indispensável, enquanto a competência para informar e educar é parte essencial da entrega de valor ao mercado. Para conquistar espaço no Rio Grande do Sul, as marcas precisam estar presentes nos ambientes que fazem parte da rotina local e comunicar seus serviços de maneira didática e relevante. Com a população mais longeva e atenta à preservação do patrimônio, é um momento estratégico para o setor ampliar sua voz no Estado.

Ao produzir informação útil e embasada, as seguradoras não apenas ajudam o consumidor a tomar decisões financeiras mais conscientes para o futuro, mas também impulsionam o segmento como um todo. Para isso, o Grupo RBS conecta marcas ao público gaúcho por meio de um ecossistema de TV, rádio, jornal e plataformas digitais, unindo alcance, credibilidade e expertise regional.

Quer apresentar suas soluções a quem está repensando como proteger a vida, a família e o patrimônio? Conheça as possibilidades de anunciar com o Grupo RBS, acesse: conteudo.gruporbs.com.br/seguros.

Conteúdos relacionados

Veja mais