O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. Divulgado na edição de abril da Visão Geral da Conjuntura, o percentual subiu de 1,6% para 1,8% – enquanto a estimativa para 2027 é de 2% –, evidenciando a aceleração da atividade econômica neste e para os próximos anos. Ainda de acordo com o Ipea, esse cenário é especialmente sustentado pelo consumo das famílias. A expansão da renda, o mercado de trabalho aquecido e o acesso ao crédito fomentam o crescimento. A estabilidade do consumo impulsiona o poder de compra e faz o dinheiro circular.
As marcas que souberem capturar esse fluxo de consumo terão oportunidades valiosas para potencializar os resultados anuais. O segundo semestre é um período estratégico nesse sentido, considerando a agenda do varejo. A Black Friday, em novembro, é a maior data promocional do país. Já o Natal é apontado por entidades como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) como a principal data comercial do calendário e a época de maior volume de vendas do ano.
Projeções otimistas
No primeiro trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,1% em relação ao quarto trimestre de 2025, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vale destacar que esse é um dos maiores crescimentos entre os países que compõem o G20. Paralelamente, a Despesa de Consumo das Famílias aumentou 1%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 3,5%. Em junho, o Banco Central também elevou a projeção do PIB de 1,6% para 2%, embasado pela resiliência da atividade econômica e do mercado de trabalho. O Ministério da Fazenda tem avaliações ainda mais confiantes, com estimativa de crescimento médio de 2,3% para 2026 e 2,6% para 2027.
Do ponto de vista econômico, o aquecimento da economia cria um ciclo positivo e produtivo. A geração de empregos, o incremento de renda e o aumento da confiança em relação ao futuro faz com que as pessoas se sintam mais financeiramente confortáveis. O resultado natural é o aumento do consumo de bens e serviços, como alimentação, lazer, viagens, educação e saúde, o que impulsiona diversos setores da economia.
Planejamento e ação
Diante de projeções otimistas, as empresas que desejam aproveitar o aumento do consumo devem começar agora. A ideia é se posicionar diante da demanda, e não simplesmente reagir ao mercado. No entanto, esse trabalho não se limita ao reforço do estoque e da capacidade de atendimento. Investir em marketing e na captação de clientes é um movimento estratégico para aproveitar esse potencial de intenção de compra. O ponto-chave é iniciar a conversa antes mesmo que o consumidor tome a decisão de comprar. Em vez de depender da manifestação espontânea de interesse, dedique-se a construir um relacionamento contínuo com os clientes em potencial. Desenvolver uma base de leads – por meio de newsletters e ebooks, por exemplo – e nutri-la adequadamente é uma ferramenta que pode levar a taxas de conversão maiores.
Enquanto a economia acelera, campanhas de posicionamento para promover o reconhecimento de marca são essenciais, pois colocarão sua empresa no radar dos consumidores. Na prática, elas envolvem ações de comunicação consistentes e relevantes, com presença inteligente nas redes sociais e nos veículos de mídia, bem como a produção de conteúdo de valor.
Colaboração e sinergia
Com a aproximação de um cenário de consumo aquecido, as marcas com presença consolidada terão vantagem competitiva. No Rio Grande do Sul, o Grupo RBS Negócios é parceira estratégica de empresas que buscam se destacar no cenário regional.
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