A Copa do Mundo começa muito antes do apito inicial. Ela se consolida como um grande ritual coletivo que mobiliza o país em um ecossistema de consumo e pertencimento. Esse movimento inicia em conversas, memes e até no clássico álbum de figurinhas - uma ferramenta de nostalgia que hoje atinge em cheio os consumidores que investem em itens de colecionador como fonte de conforto. Nesse contexto, a Copa também se apresenta como um dos momentos mais estratégicos para decisões de investimento das marcas. Com alto volume de atenção e forte engajamento emocional do público, os negócios precisam avaliar onde e como se posicionar para capturar relevância.
Este ano, com diversos jogos no horário nobre, a aderência dos gaúchos tende a ser ainda maior. Segundo estudo Globo, 80% dos brasileiros, afirmam que pretendem ver mais aos jogos da Copa esse ano do que viram em 2022, e 72% dos entrevistados, pretendem assistir aos jogos em casa. Para as marcas, surge a oportunidade de transformar o ato de assistir às partidas em um ritual compartilhado através das Watch Parties, o ato de assistir jogos tradicionais, esportes, filmes ou series junto com outras pessoas em tempo real. Esses festivais para assistir aos jogos tornam-se experiências híbridas fundamentais: enquanto a transmissão conecta, o presencial amplifica conversas, engajamento e vínculos afetivos.
O futebol no Brasil é uma linguagem estética e de identidade. Embora o otimismo geral tenha oscilado historicamente, o cenário para 2026 é de um "Otimismo Racional": uma esperança pragmática que reconhece os desafios, mas acredita no progresso. Esse sentimento é forte na Geração Z, que apresenta um dos maiores índices de empolgação com a copa. Esse público consome conteúdo de forma multitela e simultânea, exigindo narrativas adaptáveis que unam o "ao vivo" ao debate digital em tempo real. Para o mercado de moda e varejo, a Copa de 2026 é, sobretudo, um fenômeno de estilo de vida. As tendências #BrazilCore permanecem em alta, transformando o uniforme esportivo em um marcador de estilo e brasilidade fora dos estádios.
Diante de desafios como as condições climáticas e a instabilidade do cenário global, as marcas precisam atuar com curadoria e timing. O sucesso em 2026 não virá de um fanatismo exagerado, mas da capacidade de criar conexões reais com histórias cotidianas do torcedor. O desafio para as marcas é deixar de apenas "surfar ondas" e começar a construí-las, integrando a cultura do esporte ao core do negócio e transformando a paixão pelo futebol em uma plataforma de relacionamento de longo prazo.
Conteúdo produzido pelo time de Insights de Mercado do Grupo RBS
Fontes: https://gente.globo.com/colecao/esporte-para-sentir/texto/copa-do-mundo-2026-como-as-marcas-podem-s…
https://www.nexus.fsb.com.br/estudos-divulgados/dois-em-cada-tres-brasileiros-veem-selecao-favorita-ou-competitiva-para-a-copa-do-mundo-2026/
https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecao-brasileira/favorita-para-a-copa-do-mundo-pesqu…