Tuesday, 11 de August de 2026

Por que utilizar creators na sua estratégia de marketing

Tendência se transformou em ecossistema e, hoje, criadores de conteúdo influenciam diretamente a jornada de compra do consumidor
Por que utilizar creators na sua estratégia de marketing

Os criadores de conteúdo digital têm público fiel e engajado quando o assunto é descoberta e influência. A pesquisa “Nielsen + Raptive: The power of creator spaces in the digital era” (2024) mostrou que 88% dos seguidores gostam de conhecer novos produtos e serviços por meio dos chamados creators, enquanto 86% confiam nas recomendações.  

Em uma pesquisa feita pela YouPix (2025), 80% dos entrevistados afirmaram ter comprado algum produto recomendado por influenciadores digitais. Desse número, 45% tiveram as expectativas superadas. Já uma pesquisa da Deloitte (2023) revelou que 35% das pessoas da Geração Z recorrem aos criadores de conteúdo para orientar decisões de compra. Considerando que a jornada do consumidor está cada vez menos linear (isto é, envolve diferentes canais até a conversão), ignorar a chamada creator economy é deixar de lado uma ferramenta poderosa e que veio para ficar.

Creator economy
O conceito está relacionado a um ecossistema econômico e social dentro do universo de influência e conteúdo nas redes sociais. Hoje, ele engloba criadores de conteúdo, plataformas digitais, marcas e audiências. Crescendo exponencialmente nos últimos anos, a projeção, segundo o Goldman Sachs, é que o setor alcance até US$ 480 bilhões em valor de mercado em 2027. Vale destacar, no entanto, que existem diferenças essenciais entre o influencer e o creator. Enquanto o primeiro foca alcance e reconhecimento de marca (topo-meio de funil), o segundo trabalha com conteúdo especializado, com comunidade nichada e impacto na decisão de compra (meio-fundo de funil).

Trabalhar com esses profissionais oportuniza às marcas tanto expandir seu público quanto alcançar perfis de consumidor muito específicos. A questão é que a creator economy vai além do fomento da audiência. Por meio da produção de conteúdo especializado e de valor, gera conexões genuínas, fortalece comunidades e molda o comportamento do consumidor. Ainda de acordo com a pesquisa da Nielsen + Raptive, os fãs dos creators assumem dinâmicas distintas do público geral. Eles apresentam intenção de compra 40% maior, bem como probabilidade de recomendação de marca a outras pessoas 45% superior quando veem produtos e serviços nos perfis de interesse.

Não é à toa que mais de 75% dos profissionais de marketing afirmam que seus orçamentos para marketing de influência aumentaram em relação ao ano anterior. Paralelamente, um relatório da Deloitte (2024) destaca que 42% dos orçamentos de mídia social de marcas com alto Retorno Sobre Investimento (ROI) são investidos em parcerias com criadores de conteúdo, quase o dobro em comparação com marcas com baixo ROI.

Estratégia e ação
Aplicar o potencial da creator economy de maneira efetiva envolve deixar de enxergá-la como um canal de mídia isolado e alinhá-la aos objetivos de negócio. Vale lembrar que os creators são parceiros estratégicos para muito mais do que ampliar alcance, sendo valiosos em diferentes etapas da jornada de compra. Na prática, essas pessoas podem apresentar tendências e soluções na fase de descoberta, fazer reviews e demonstrações de produto na fase de consideração, e compartilhar experiências e ofertas especiais para direcionar o consumidor à decisão de compra. O trabalho ainda se estende para o pós-venda, estimulando recomendações e fortalecendo a comunidade de clientes.

Para isso, no entanto, é necessário escolher um criador de conteúdo relacionado às audiências de interesse. Além disso, é importante considerar a autoridade dele no assunto, a qualidade das interações com a comunidade e o alinhamento com os valores da marca. Como em qualquer ação de marketing, apostar na creator economy sem planejamento tende a levar a resultados inconsistentes. Escolher um criador de conteúdo apenas pelo número de seguidores, por exemplo, é um grande erro. Afinal, o que gera retorno nesse universo é justamente o perfil da comunidade dele e a sinergia entre ele, a marca e o consumidor. 

Parceiro ideal
O ponto-chave da creator economy é o contraste entre creator e influencer. Não se trata de contratar alguém com milhões de seguidores, mas de encontrar a voz certa para o público-alvo. E quando uma variável importante é o foco regional, contar com uma agência com expertise local pode ser uma ferramenta valiosa.

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