No cenário atual, o consumidor é impactado a todo momento por anúncios, ofertas e conteúdos de marca. Portanto, simplesmente entregar o que ele já está acostumado não é mais o suficiente para gerar memorabilidade. O que diferencia uma experiência é o inesperado. É a quebra de expectativa que transforma uma interação comum em uma história para contar. Para além do prazer da surpresa, o inesperado inspira a criação de conteúdo social. O consumidor deseja compartilhar a experiência diferente e interessante pela qual passou, e o faz tendo a marca como coadjuvante de sua narrativa pessoal. Esse é o ponto central de transição entre um consumidor satisfeito e um defensor da marca: enquanto um faz recomendações racionais, o outro cria narrativas emocionais.
Essa é uma das principais razões pelas quais o marketing de experiência está em ascensão no Brasil. O objetivo da estratégia é criar conexões emocionais e sensoriais entre marca e consumidor, indo muito além da venda. Em vez de focar as qualidades de produtos e serviços, a sugestão é proporcionar vivências memoráveis, transformando simples transações comerciais em lembranças positivas e duradouras.
Resposta emocional
A emoção atua como um atalho para a memória, a partir da ativação da amígdala. De acordo com o estudo de Kevin S. LaBar e Roberto Cabeza, publicado na revista Nature Reviews Neuroscience em 2006, experiências emocionalmente relevantes tendem a receber um processamento privilegiado no cérebro. Por isso, quando o assunto é marketing de experiência, o ponto-chave é fazer o consumidor lembrar não apenas do que a marca disse, mas como ela o fez se sentir.
É assim que estratégias como o live marketing ganham ainda mais espaço. Afinal, criam interações diretas, ao vivo e em tempo real com o público, sejam presenciais, ou online (live commerce). Dessa forma, tiram o consumidor do lugar de espectador passivo e o convertem em participantes ativos da comunicação da marca.
Segundo o Anuário Brasileiro de Live Marketing 2024-2025, produzido pela AMPRO (Associação de Marketing Promocional), considerando ativações, eventos, patrocínios e outras estruturas relacionadas a experiências comerciais, os investimentos em live marketing no Brasil ultrapassaram R$ 100 bilhões em 2024. De acordo com a Associação, esse conjunto de ações é considerado essencial por 96% das marcas que desejam criar ligações diretas e fortalecer o relacionamento com o consumidor.
Oportunidades de negócio
Ainda de acordo com a AMPRO, 81% das empresas ampliaram investimentos em experiências presenciais nos últimos dois anos. Enquanto isso, o segmento de eventos e entretenimento movimentou R$ 25,33 bilhões apenas no primeiro bimestre de 2026, informa o Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE).
Números como estes estão relacionados a tendências como humanização do contato, busca por vivências presenciais de consumo e valorização dos canais analógicos, frente à saturação do ambiente digital. Em um cenário mercadológico perfeito para o marketing de experiência, eventos corporativos, feiras e ativações de marca deixam o status de ferramenta de suporte e passam a ocupar o centro das estratégias de comunicação das empresas.
O Planeta Atlântida, por exemplo, é um dos maiores laboratórios de marketing de experiência e ativação de marcas no Sul do Brasil. Ao longo de sua história, o festival de música se consolidou como uma plataforma para empresas promoverem conexões reais e experiências memoráveis para o público. Não é à toa que, em 2026, a edição de 30 anos bateu recorde com 39 patrocinadores.
Embora o evento já seja consagrado e conhecido, o fator surpresa vem das micros experiências que cada marca proporciona dentro desse ecossistema. Está na dedicação em não simplesmente estar no festival, mas fazer parte dele como personagem da história que o consumidor contará para outras pessoas.
Individual e dedicada
A personalização é um aspecto fundamental neste contexto. O Zendesk CX Trends 2026 revelou que 87% dos consumidores brasileiros esperam experiências realmente personalizadas e rejeitam a chamada “pseudopersonalização”. Por isso, adaptar jornada, comunicação e interações de consumo às necessidades, às preferências e à identidade de cada cliente é determinante.
O uso de algoritmos e inteligência artificial entra como aliado para fomentar autenticidade, relevância e memorabilidade das ações. No entanto, o fator gente ainda é indispensável. O ponto de equilíbrio pode ser usar a tecnologia para identificar padrões e as pessoas para tornar a execução mais humanizada e emocional.
Parceiro estratégico
Com capilaridade regional e domínio da cultura gaúcha, o Grupo RBS está posicionado para gerar experiências que ressoam com o consumidor do Sul. Seu portfólio de soluções engloba produtos de streaming, casting de influenciadores locais, criação de conteúdo em diferentes formatos, eventos, ações e ativações que fomentam conexões reais com o público e reforçam a identidade das marcas.
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