COMUNICADO | Aos 60 anos, morre David Coimbra | Grupo RBS
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COMUNICADO | Aos 60 anos, morre David Coimbra

David Coimbra. Crédito: Felix Zucco.

David Coimbra. Crédito: Felix Zucco.

Um dos mais celebrados jornalistas do Rio Grande do Sul, David Coimbra, faleceu por volta das 10h30 desta sexta-feira, na Capital, após quase uma década de batalha contra o câncer. Jornalista do Grupo RBS há mais de 26 anos, David estava internado no Hospital Moinhos de Vento para tratar um câncer no rim. O comunicador deixa a esposa, Márcia, e o filho, Bernardo, de 13 anos.

Nascido em Porto Alegre, o jornalista começou a enfrentar problemas de saúde em 2013 ao ser diagnosticado com um tumor em estágio avançado no rim esquerdo. Depois de uma cirurgia para extirpar o órgão, rumou para os Estados Unidos com o objetivo de dar sequência à luta contra a doença. Morando em Boston, seguiu com suas atividades na RBS, e em 2020, retornou para o Brasil.

Em fevereiro, precisou se afastar e em 16 de maio, quando retomou as atividades como colunista, publicou a crônica Quando Quis Morrer em que escreveu: “Amo viver, amo a vida e sempre amarei. Mas não estava sendo recíproco. Então, de que adianta estar vivo se não posso fazer nada do que gosto? Uma vida repleta de dor, incômodos e humilhações? Era isso que havia para mim? Não, não, preferia uma morte rápida e suave”.

Na RBS, David trabalhou em diferentes áreas da empresa. Além de ter exercido o cargo de editor-executivo na editoria de Esportes em Zero Hora e de ter escrito textos sobre Grêmio e Inter para o jornal, publicou crônicas e colunas sobre outros diferentes temas, como religião, política, economia ou hábitos do cotidiano. Na Gaúcha, integrou o programa Sala de Redação e comandou o Timeline, ao lado dos colegas Kelly Matos e Luciano Potter. O comunicador acumula 10 premiações, como Esso de Reportagem, ARI, Direitos Humanos, Habitasul de Literatura, Erico Verissimo de Literatura, Açorianos de Literatura, entre outros.

David também deixa um legado como intelectual, com duas dezenas de obras publicadas. Estreou na literatura em 1993 com o livro-reportagem 800 Noites de Junho. Lançou A História dos Gre-Nais, sobre a evolução do maior clássico esportivo gaúcho, seleções de crônicas e contos, romances, além de textos políticos e de história. Em 2018, publicou a obra Hoje eu Venci o Câncer, em que relata a rotina de enfrentamento da doença e a esperança, com o objetivo de deixar a obra como legado para seu filho, Bernardo. O menino, por quem descreveu sua paixão em diversos textos, também é o motivo principal do livro O Meu Guri, de 2008.

O presidente do Grupo RBS, Claudio Toigo, lamentou a perda de David:

– Além de um dos jornalistas mais brilhantes do nosso Estado, David foi um colega que sempre compartilhou com todos nós a sua inteligência e o seu humor irreverente, trazendo leveza até para os temas mais áridos da cobertura. Uma empresa de comunicação é bem-sucedida a partir da soma dos seus talentos. E, com certeza, David faz parte do grupo de jornalistas que ficarão para sempre na história não só da RBS como do jornalismo gaúcho. Ele vai deixar uma lacuna muito grande e insubstituível para o nosso público. Ficam a saudade e as lembranças.

Nelson Sirotsky, acionista da RBS, também falou sobre a falta que David fará:

– David teve a capacidade de exercer a plenitude da sua capacidade criativa em todos os espaços que ocupou no Grupo RBS. Ele amava o que fazia e é por isso que temos a unanimidade dele em todas as dimensões. O maior legado que o David deixa é essa paixão por aquilo que faz e a paixão pela vida. Somos privilegiados por ter tido a oportunidade de conviver com um personagem dessa dimensão. Ele vai embora numa perspectiva, mas fica dentro dos nossos corações e nas nossas lembranças. O David vai continuar vivo dentro de cada um de nós que teve o privilégio de com ele se relacionar.

O Grupo RBS está prestando homenagens para David ao longo da programação desta sexta-feira (27).