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Os impactos da era digital na rentabilidade do agronegócio são debatidos no RBS Talks

Webinar ocorrido nesta terça-feira (6) apresentou pesquisa da empresa de consultoria McKinsey & Company e promoveu um painel de discussão sobre o tema

RBS Talks. Crédito: Reprodução.

RBS Talks. Crédito: Reprodução.

Os agricultores brasileiros fazem mais compras online do que os americanos, a internet está deixando de ser apenas fonte de informação e passando a ser ferramenta de gestão para os produtores rurais e menos de 1/3 dos brasileiros têm acesso completo à internet em toda a operação agrícola. Esses foram alguns dos resultados apresentados no RBS Talks desta terça-feira (6), em parceria com a empresa de consultoria McKinsey & Company, que se propôs a aprofundar o estudo “A mente do agricultor brasileiro na era digital”. O evento ocorreu de forma online, às 8h30, e foi aberto ao público mediante inscrições.
Os principais resultados do levantamento foram apresentados pelo sócio sênior da McKinsey & Company, Nelson Ferreira, e o sócio e líder do escritório da McKinsey na Região Sul, Sergio Canova. Para chegar aos números divulgados, a McKinsey & Company ouviu 750 agricultores em 11 estados do Brasil, dentre eles o Rio Grande do Sul, para traçar um perfil do produtor brasileiro e verificar o alcance e os impactos da tecnologia no dia a dia do campo, ilustrando como a era digital tem influenciado a rentabilidade da atividade agropecuária.
Embora as entrevistas tenham sido realizadas em janeiro, antes de a pandemia de coronavírus avançar no Brasil, a pesquisa já apontou que 85% dos brasileiros usavam o WhatsApp diariamente para interagir com fornecedores e clientes, mesmo no grupo com menor alfabetização. No Sul, esse índice é de 78%. Com os avanços da pandemia e a necessidade de adaptação, estima-se que esse dado seja ainda maior nos tempos atuais.
– Houve uma aceleração de uso de ferramentas que já existiam e estavam em uma fase de experimentação. Continua-se privilegiando e dando muita ênfase para o relacionamento pessoal. Mas esse relacionamento não precisa ser 100% físico, ele tem que coexistir em diferentes canais – complementa Nelson Ferreira.
Um dos destaques da pesquisa foi a verificação de que a penetração digital é maior no Brasil do que nos Estados Unidos – enquanto 36% dos agricultores fazem compras online para a fazenda, apenas 24% dos norte-americanos têm o mesmo hábito. Apesar disso, nota-se que os produtores ainda relacionam as compras online a produtos específicos:
– O agricultor brasileiro está aberto a fazer compras de peças online, mas não está confortável de comprar um equipamento online. Quando se trata de uma máquina completa, o agricultor quer ver o equipamento e conversar com o vendedor – afirmou Sérgio Canova.
A infraestrutura e segurança digital, além da experiência do usuário, são os principais pontos que impedem de esses dados serem ainda maiores. No Sul, por exemplo, apenas 32% dos gaúchos têm acesso completo à internet em toda a operação agrícola. No Brasil, esse número é ainda menor, de apenas 23%. Ainda assim, 53% dos produtores brasileiros utilizam ou estão dispostos a utilizar ao menos uma tecnologia de agricultura de precisão nas próximas duas safras. A aplicação de insumos em taxa variável (VRA) e os drones lideram a preferência do público.
Após a apresentação do estudo, seguiu-se um painel de debates com a participação do Head de Inovação, Estratégia e Relações com Investidores da SLC Agrícola, Frederico Logemann, do presidente da Cotrijal, Nei Manica, e do pesquisador da Embrapa Edson Bolfe. O evento foi mediado pela jornalista especializada em agronegócio e titular da coluna Campo e Lavoura em Zero Hora e GZH, Gisele Loeblein.
Sobre o RBS Talks – Em meio a um contexto desafiador para a economia, o Grupo RBS promove uma série de encontros exclusivos de conteúdo para o mercado de comunicação. O objetivo é contribuir para a visão mercadológica e estratégica sobre o cenário da crise, além de provocar debates que colaborem para a busca de soluções e instiguem o mercado a fazer a diferença. A iniciativa reforça o compromisso da RBS de ser parceira e consultora de negócios, uma empresa que apresenta tendências, provoca discussões e ajuda o cliente a investir em comunicação de forma eficiente para se conectar com os gaúchos.