Cartunista e editor de Zero Hora estreiam exposição em homenagem aos 70 anos da obra “O Tempo e o Vento” | Grupo RBS
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Cartunista e editor de Zero Hora estreiam exposição em homenagem aos 70 anos da obra “O Tempo e o Vento”

Trabalho realizado por Gilmar Fraga e Carlos André Moreira pode ser conferido no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo até 17 de agosto

Gilmar Fraga. Crédito: Tadeu Vilani.

Gilmar Fraga. Crédito: Tadeu Vilani.

Recriar o universo de Erico Verissimo a partir da linguagem dos quadrinhos. Foi dessa forma que o artista, ilustrador e cartunista Gilmar Fraga e o editor e crítico literário Carlos André Moreira homenagearam um dos maiores escritores brasileiros no ano do seu centenário, em 2005. Quase 15 anos depois, o trabalho segue repercutindo: a partir desta terça-feira (23), a adaptação da obra “O Tempo e o Vento” está em exposição na sala O Arquipélago, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, em comemoração às sete décadas do maior romance gaúcho.

Para adaptar a primeira parte da trilogia, “O Continente”, foram seis meses de convivência intensa com o livro e pesquisas aprofundadas sobre elementos da época. O resultado foi publicado semanalmente em Zero Hora, onde, entre junho e dezembro daquele ano, os leitores puderam conferir cada um dos 34 capítulos na contracapa do Caderno de Cultura.

– Foi uma colaboração muito interessante. Voltamos ao livro e trocamos uma infinidade de e-mails discutindo aspectos da adaptação, principalmente os visuais. Como um personagem pareceria, que tipo de utensílio se usava, essas coisas – relembra Carlos André.

Na exposição “O Continente em Três Tempos – do Romance ao Quadrinho, 70 anos de História”, o público depara com as artes originais de Gilmar Fraga e os roteiros de Carlos André para compor o trabalho: são 37 painéis com esboços, anotações, arte final e pranchas com o texto aplicado. Assim como os quadrinhos publicados em Zero Hora receberam tratamentos diferentes para marcar a divisão da obra em três tempos, a exposição segue a mesma lógica e abrange diferentes épocas: o lançamento do livro (1949), a adaptação para quadrinhos (2005) e a exibição (hoje).

– Esse trabalho me foi particularmente especial, pela aventura de desenhar personagens que habitaram a minha adolescência tanto no livro quanto através do desenho de lugares e personagens secundários. Pude retratar pessoas, objetos e locais que me remetiam a esse pampa.  Foi o meu primeiro grande projeto como ilustrador, e até hoje lembro da expectativa e do desafio de adaptar um clássico. “O Continente” me abriu portas para outros projetos que me levaram a outras épocas e histórias – destaca Fraga.

A exposição pode ser conferida de terça a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 11h às 18h, até o dia 17 de agosto, com entrada franca.